quarta-feira, 19 de maio de 2010

ANATOMIA...

Escrevo com o coração
A respeito de amor e solidão
Alfabetizadas não são as minhas mãos
Não competen a elas sentir tais emoções


Outras partes de mim são perfeitamente desenvolvidas
Para cada momento em minha vida
Ativados como que automaticamente
Ao despertar o escritor que tenho aqui dentro


Meus olhos são localizadores de suas cores
Materializa-se como um sonho
Se apresenta em varias dimensões
Ao acaso e ao destino devo creditar...


Sinto seu cheiro ao vento
Algo que embriaga meus sentidos
Essa essência me traz uma harmonia
Ah! Se fosse assim todo dia...


Meus ouvidos se preparam para trabalhar
Ao som da sua voz eles vão concordar
Que era você
Quem esse escritor estava a procurar


O lábios trêmulos ao tentar falar
Algumas palavras para a quem acredita-se
Ser a dona de seu liguajar
Boca nervosa sorriso fácil


Ao escritor não lhe faltava mais fatos
E muito menos inspiração
Queria escrever milhões coisas
Para explicar essa emoção


As mãos que antes estava atadas
Agora não se fazem de rogadas
E sincroniza-se com resto do corpo
Em busca do contato total



Um comentário: