terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nunca vi

Possivelmente estou sem saber o que dizer
Possivelmente não sei nem como proceder
Possivelmente isso teria mesmo que acontecer
Possivelmente tudo mudara ao amanhecer

Automaticamente tudo muda de lugar
Em que qualquer segundo tudo se explicara
Nada é acaso, tudo é premeditado
Não por mim, mais por alguém que nunca vi

Eu que nunca vi nada além de mim mesmo
O egocentrismo de um ser que se considera normal
Normalidade em se importar com coisas mínimas
E de não da a mínima para as coisas

Julgue-me se puder, mais apedreje-se se entender
Você é como eu, e eu nada mais sou do que um SER HUMANO
Irônico e platônico na vontade de ser Feliz
Onde toda vontade e devoção sempre se esbarra em um Coração

Ainda quero buscar uma certa liberdade
Aproveitar o resto do meu livre arbítrio
Dado por alguem que nunca vi
Mas sentido apenas no existir

Tudo está assim
Difícil de viver
Impossível de conviver
Com essa mania de sofrer 

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